Comércio em Foco

Comércio exterior, acordos comerciais e vantagens econômicas

Quando países mantém acordos internacionais, o comércio entre eles costuma tornar-se mais vantajoso comércio. Estes acordos permitem a diminuição ou até mesmo a isenção de imposto de importação no lado comprador. Para o exportador, há a vantagem de se ampliar o acesso ao mercado de outros países, há ainda também o consequente aumento no faturamento. Nos dias atuais, o Brasil tem 19 acordos de livre comércio. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), torna públicos, com regularidade, acordos firmados e em negociação.

O Plano Nacional de Exportação, lançado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), promove a ampliação de acordos internacionais do Brasil, tal como a União Europeia e o Mercosul. Cerca de 18% das exportações brasileiras têm por destino países europeus %. Mesmo com vantagens para quem comercializa, várias empresas desconhecem ou simplesmente não tiram vantagens destes acordos internacionais que poderiam trazer benefícios para suas operações comerciais – diminuindo assim sua capacidade de competir com seus concorrentes internacionais.

Segundo estudo mundial feito pela Thomson Reuters, junto com a a empresa de consultoria KPMG, cerca de 39% das empresas consultadas não tinham como responder sobre o enquadramento de seus produtos em acordos de livre comércio. O estudo envolveu 171 empresas e deixa clara a existência de espaço para que as empresas brasileiras cresçam e tomem mercado no exterior. Nada é mais importante para uma empresa quanto as informações tributárias. E os tributos, passos essenciais na composição de preço, não podem ser negligenciados, e, muito menos, ignoradas as oportunidades de aproveitar benefícios.

A fim de que todos processos envolvidos em operações de comércio exterior estejam adequados às instruções normativas, a empresa deve manter um planejamento que envolva a unificação de dados, que devem ser compartilhados entre todos os usuários, e preferencialmente integrados aos sistemas governamentais. Há necessidade também de se criar uma arquitetura de informações, que torne conciso o ato de atender auditorias fiscais. Uma vez que todos os processos de comércio exterior no Brasil estão cada vez mais amparados em sistemas informatizados, o controle manual torna-se inviável, uma vez que dificilmente terá a velocidade e eficácia de um sistema integrado e informatizado.